
Na rua está ventando . Sinal que vai chover .Tomei dois copos de café escuro . Amargamente doce. Dei um gole na minha água e esperei, aflita, observando o movimento do mundo.
As folhas secas no chão hora correm fugindo, atropelando as pessoas e os carros . Hora elas giram em ritmo descompassado .
As pessoas andam encarando o chão. Somente o chão , como se quisessem lhe confessar algo .Lhe devessem isso. Elas se escondem .
O corpo fala, grava e repete.
Me pergunto qual a capacidade do corpo e , novamente , quanto o utilizamos. Na verdade , quanto o exploramos.
A gente aprende. A gente grava . A gente repete.
Uma dança dos enclausurados .
Se não se pensa , dança , corre , faz teatro ... Usa. Abusa. Ou os dois.
Tem que se desligar sem perceber. Dançar com os sentidos e (não) morrer
Dedicar-se ao vento e as folhas ...
Se desligar sem perceber é um dos desafios diários mais difíceis..!
ResponderExcluirQuando, por um ínfimo instante, o coração segue seu próprio compasso.. sem cobranças, sem deveres, sem abusos.
A energia flui pelo corpo, a vida flui. Mas depois passa..
Giulia, escondendo o ouro? ótimo esse teu texto.
ResponderExcluirJá leu o que um filósofo chamado Espinosa diz sobre o corpo e sobre os afetos? se te interessar passo o texto.
Beijo,
Christian (do Libertas)
Me interesso demais Christian ...
ResponderExcluirquinta leva pra mim pode ser?
beijos