Todo o amor que existe em mim ficou trancado, amargurado a sete chaves dentro de um coracao indeciso, orgao distraido.
Todo riso em mim foi silenciado, quando inocente o pressentimento lhe fez partir.
Todo o suor em mim foi suado no esforco de me fazer valer e conceder a dor, que por tanto se esconder, se fez engano desse coracao sem dono.
Toda a saudade em mim valeu o suor o riso e o amor que fez do amigo proximo o distante e da vida, essa eterna aventura errante.
Quando enfim voltares para sua morada, verás que, de repente, não mais que de repente, o amor em ti libertará, o riso em ti gargalhará e, sim, seu coração vai voltar a doer, aquela dor azul, de quem vive estranguladamente, necessitado de vida. E num encontro de singelos olhares, verás que o amigo próximo nunca se fez distante, e que a vida ai sim se perpeturá nessa "eterna aventura errante".
ResponderExcluir"Com amor".
Fê.
É isso aí Fernando, faço minhas as suas palavras. A vida tem este processo, quando pensamos que está vazia, em silêncio, é porque está em descanso, se preparando para novamente se empanturrar de emoções.
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